Armazéns do Chiado
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Os Grandes Armazéns do Chiado localizado na Rua do Carmo com a Rua Nova do Almada na freguesia de São Nicolau, tiveram a sua origem, no local existiu desde 1279, uma antiga casa chamada de Espírito Santo da Pedreira, irmandade de nobres e mercadores judeus que promoviam a associação e a entreajuda financeira.A denominação Pedreira advém do facto de no local se encontrar uma grande rocha que descia sobre o vale até ao que hoje se chama Baixa de Lisboa.
Tanto a casa, como o hospital da irmandade Espírito Santo da Pedreira e o espaço conventual adjacente se situavam na confluência da actual Rua Garrett com a Rua Nova do Almada tendo sofrido durante o século XVII diversas obras de reconstrução.
Com o Terramoto de 1755, o convento ficou em ruínas, pelo que a comunidade de religiosos foi transferida para o Convento das Necessidades até as obras ficarem concluídas. Como não veio a suceder, passou o edifício a ter outras utilizações, tais como o Palácio Barcelinhos e os Grandes Armazéns do Chiado. Estes últimos, nasceram em 1894, e traziam a Lisboa um comércio cosmopolita que vivia em Paris trazendo a Lisboa um espaço comercial amplo e variado, desde a confecção e perfumaria e até à ourivesaria.
Os Grandes Armazéns tornaram-se num local de sucesso e de referência para o comércio, ostentando a divisa "Ganhar pouco, servindo bem o público". Assim aconteceu por quase um século, tendo dado emprego a muita gente e servido na verdade muitos outros milhares de clientes.
O incêndio de 25 de Agosto de 1988 destruiu por completo o espaço, pondo termo a uma situação de falência técnica eminente e deixando umas centenas desempregados trazendo à luz do dia o esventrado espaço e as antigas dependências do Convento do Espírito Santo onde situariam o antigo refeitório e arrecadações dos Armazéns.
O projecto dos "Grandes Armazéns do Chiado" desenvolve-se a partir de 1995, seguindo o projecto do arquitecto Álvaro Siza Vieira em 1989
Reabilitada a estrutura e fachada exterior o espaço foi reconvertido num moderno centro comercial, jamais augurando o êxito e a importância que os Armazéns gozaram antigamente
[editar] Bibliografia
SANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo (dir.), Dicionário da História de Lisboa, 1.ª ed., Sacavém, Carlos Quintas & Associados – Consultores, 1994, pp. 351-353. FRANÇA, José Augusto, Lisboa Pombalina e o Iluminismo, 3ª ed., Lisboa, Bertrand Editora, 1987, p. 189.
CM Lisboa



