Espanha

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Reino de España
Espainiako Erresuma
Regne d'Espanya

Reino da Espanha
Bandeira da Espanha
Brasão de Armas
Bandeira Brasão de armas
Lema: Plus Ultra
(Latim: "Mais Além")
Hino nacional: Marcha Real (também chamado de Marcha Granadera)
Gentílico: Espanhol(a)

Localização de Espanha

Localização da Espanha (em vermelho)
No continente europeu (em castanho claro e branco)
Na União Europeia (em castanho claro)

Capital Madrid
40° 26′N 3° 42′E
Cidade mais populosa Madrid
Língua oficial castelhano (ou espanhol)
(em algumas comunidades autônomas também o catalão/valenciano, basco, galego e asturiano)
Governo Monarquia Constitucional Parlamentar
 - Chefe de Estado Juan Carlos I
 - Presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero
Formação  
 - Unificação 1469 
 - União Dinástica 1516 
 - De facto 1716 
 - De jure 1812 
Entrada na UE 1 de Janeiro de 1986
Área  
 - Total 504.030 km² (51º)
 - Água (%) 1.04
População  
 - Estimativa de 2008 46.063.511 hab. (27º)
 - Densidade 90 hab./km² (106º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007[1]
 - Total US$1,438 trilhões (11º)
 - Per capita US$33.700 (27º)
Indicadores sociais
 - IDH (2007) 0.949 (13º) – Predefinição:Elevado
 - Esper. de vida 80.9 anos ()
 - Mort. infantil 4.31/mil nasc. (208º)
Moeda Euro1 (EUR)
Fuso horário CET2 (UTC+1)
 - Verão (DST) CEST (UTC+2)
Clima Mediterrâneo
Org. internacionais ONU, OCDE, UE, OTAN, União Latina
Cód. ISO ESP
Cód. Internet .es
Cód. telef. +{{{código_telef}}}
Website governamental Página do Senado Espanhol

Mapa de Espanha

1 Antes da adoção do Euro, a moeda era a Peseta.
2 Nas Ilhas Canárias, o fuso horário é 0 UTC.

A Espanha [2] (em Castelhano e galego España, em catalão Espanya e em basco Espainia) é um país da Europa meridional localizado na península Ibérica. Tem a norte o golfo da Biscaia, a França e Andorra, a leste e a sul o mar Mediterrâneo, a sul o território britânico de Gibraltar, a oeste Portugal e a sul e oeste o Oceano Atlântico. Além da porção ibérica, a Espanha possui também os arquipélagos das Baleares não Mediterrâneo e das Canárias não Atlântico e as cidades de Ceuta e Melilla (além de várias ilhotas e rochedos junto à costa africana), e o enclave de Llívia, rodeado por França.

O país está dividido em comunidades autónomas. Algumas destas comunidades, como a Galiza, o País Basco (País Vasco, em Castelhano, ou Euskadi em basco) e a Catalunha (Catalunya em catalão e Catalunha em Castelhano), têm línguas próprias. Desde a sua adesão à União Européia em 1986, a Espanha tornou-se um país altamente industrializado e uma das 10 maiores economias mundiais.

Índice

[editar] Etimologia

O nome Espanha deriva de Hispania, nome com o qual os romanos designavam geograficamente a Península Ibérica, nome que por sua vez provém do nome Ibéria. Fato do termo Hispania não ter uma raiz latina resultou na formulação de diversas teorias sobre a sua origem, algumas doas controversas. A opção mais aceitada seria a de que o nome Hispania provém do fenicio i-spn-ea. [3]. Os romanos tomaram essa denominação dos vencidos cartaginenses, interpretando o prefixo i como "costa", "ilha" ou "terra", e o sufixo ea com o significado de "região". O lexema spn foi traduzido como Coelhos (na realidade damanes, animais parecidos com os Coelhos comuns não norte da África). Os romanos, por tanto, deram ao nome Hispania o significado de “terra de coelhos abundantes”.

[editar] História

alt=Ver artigo principal: História da Espanha

A Historia da Espanha é a própria de uma nação européia, que compreende o período entre a pré-história e a época atual, passando pela formação e queda do primeiro Império espanhol. Os primeiros humanos chegaram à Península Ibérica não território da atual Espanha faz 35.000 anos. Durante os milênios seguintes o território foi invadido e colonizado por cotas, fenícios, cartagineses, gregos e pelo ano 200 a. C. a maior parte da Península Ibérica começou a formar parte do Império Romano. Após a queda de Roma, a península foi dominada pelo Reino visigodo, o embrião da atual Espanha. Tal reino foi estabelecido não século V e se manteve até os começos do século VIII. No ano 711 aconteceu a primeira invasão de muçulmanos, vindos desde o Norte da África, e que em poucos anos dominaram grande parte da Península Ibérica. Durante os 750 anos seguintes, se estabeleceram pequenos reinos independentes, chamados “Taifas”, ainda que a área total de controle muçulmano se conhecia com o nome de Al-Andalus. Enquanto o resto da Europa permanecia na Idade das Trevas, Al-Andalus florescia cultural, científica e artisticamente. As contínuas disputas entre mulçumanos e cristãos tiveram como conseqüência a Reconquista, começando no século VIII com a resistência cristã no norte da Espanha e a través dos seguintes séculos com o avanço dos reinos cristãos ao o sul, culminando com a conquista de Granada e com a expulsão dos últimos mouros em 1492. Durante este período os reinos e principados cristãos se desenvolveram notavelmente, incluídos os mais importantes, o Reino de Castela e o Reino de Aragão. A união destes dois reinos a través do casamento em 1469 da Rainha Isabel I de Castela e o Rei Fernando II de Aragão levou à criação do Reino da Espanha.

Cristóvão Colombo tomando posse dos territórios do Novo Mundo
Cristóvão Colombo tomando posse dos territórios do Novo Mundo

O ano 1492 é também lembrado como o ano em que os “reis católicos” enviaram o explorador Cristóvão Colombo a través do oceano Atlântico em busca de uma nova rota comercial com a Ásia. A chegada de Colombo ao Novo Mundo e o posterior desenvolvimento do Império espanhol levaram a Espanha a uma era dourada. Durante os seguintes séculos, a Espanha como uma potência colonial se alçou como a mais importante nação europeia no cenário mundial, assim como actor principal nos assuntos europeus. A literatura e as belas artes na Espanha floresceram de maneira muito significativa durante este período, conhecido pela expulsão dos judeus e dos muçulmanos e pelo estabelecimento da Inquisição. Durante os seguintes trezentos anos, o império colonial espanhol cobriu a maior parte de América do Sul, grandes porções de América do Norte, as Filipinas na Ásia, assim como porções de costa na África, convertendo-se em um dos maiores impérios da historia. Financiado sobremaneira pelas riquezas obtidas em suas colónias, a Espanha entrou em guerras e intrigas na Europa continental, incluindo, por exemplo, a obtenção e perda de posses nos actuais Países Baixos e Itália, e mantendo guerras com Inglaterra (incluindo o famoso fracasso da conhecida como Armada Invencível) e França. Com a morte de Carlos II a dinastia dos Habsburgo se extinguiu para deixar lugar aos Borbões, após a Guerra de Sucessão. Como consequência desta guerra a Espanha perdeu sua preponderância militar e após sucessivas bancarrotas o país foi reduzindo paulatinamente seu poder convertendo-se, no final do século XVIII, em uma potência menor.

O 3 de maio de 1808, pintura de Goya mostrando os fuzilamentos da resistência espanhola a mãos das tropas de Napoleão
O 3 de maio de 1808, pintura de Goya mostrando os fuzilamentos da resistência espanhola a mãos das tropas de Napoleão

O século XIX foi testemunha de grandes mudanças na Europa, acompanhadas pela Espanha. Na primeira parte desse século, a Espanha sofreu a independência da maioria de suas colónias no Novo Mundo. O século também esteve marcado pelas intervenções estrangeiras e os conflitos internos. Napoleão chegou a colocar seu irmão José Bonaparte no governo da Espanha. Após a expulsão dos franceses, a Espanha entrou em um extenso período de instabilidade: se sucederam continuas lutas entre liberais, republicanos e partidários do Antigo Regime. A chegada da Revolução Industrial nas últimas décadas do século, levou algo de riqueza a uma classe média que se ampliava em alguns centros principais, porém a Guerra de Cuba, em 1898 levou à perda de quase todas as colônias restantes, restando apenas os territórios na África. A pesar de um nível de vida crescente e uma integração maior com o resto de Europa, no primeiro terço do século XX, seguiu a instabilidade política. Espanha permaneceu neutral durante a Primeira guerra mundial. Em 1936 Espanha se submergiu em uma terrível guerra civil. A guerra deu lugar a uma ditadura fascista, conduzida por Francisco Franco que controlou o país com mão de ferro até 1975. A Espanha foi oficialmente neutral durante a Segunda guerra mundial; as décadas seguintes à guerra foram relativamente estáveis a pesar da tremenda pobreza e destruição, e ainda que durante as décadas dos 60 e os 70 o país experimentou um crescimento econômico assombroso permaneceu culturalmente e politicamente reprimido. Após a morte de Franco em 1975, a quem sucedeu o Rei Juan Carlos I, e a aprovação da Constituição de 1978, no transcurso do que historicamente se é conhecido como a Transição, foi realizada uma transformação sem precedentes do país. Essa transformação levou a Espanha a ser atualmente uma democracia consolidada e uma das maiores potencias econômicas do mundo (a pesar de graves problemas como podem ser o terrorismo do ETA e a crescente pressão da imigração). Nesta época, além disso, a Espanha entrou na Comunidade Econômica Européia e organizou a Copa do Mundo de Futebol de 1982. Em 1992 foram celebrados os Jogos Olímpicos em Barcelona e a Exposição Universal em Sevilha, ao mesmo tempo em que se celebrava o 5º Centenário do Descobrimento da América por Cristóvão Colombo. No ano 2002 foi adotado o Euro como moeda oficial. Em 2004, nas vésperas das eleições, ocorreu um atentado terrorista em vários trens na cidade de Madri por parte da Al-Qaeda. Estes atentados, conhecidos como ‘‘Atentados de 11 de março’’, vitimaram 192 pessoas e deixaram centenas de feridos. Em conseqüência deste acontecimento, o PSOE venceu as eleições, contrariando todas as expectativas, governando o país desde então. Em 2005 a Espanha permitiu aos homossexuais o casamento civil e o direito de adoção.

[editar] Política

alt=Ver artigo principal: Política da Espanha

A Espanha é uma monarquia parlamentaria, com um monarca hereditário que exerce como Chefe de Estado – o Rei da Espanha, e um parlamento bi-cameral, as Cortes Gerais.

[editar] Divisão de poderes

O poder executivo é formado por um “Conselho de Ministros” presidido pelo “Presidente do Governo”, que exerce como Chefe de Governo, e o poder judicial está formado pelo conjunto de Juizados e Tribunais, integrado por Juízes e Magistrados, que têm a potestade de administrar justiça em nome do Rei.

O poder legislativo se estabelece nas “Cortes Gerais”, que são o órgão supremo de representação do povo espanhol. As Cortes Gerais são compostas de uma “câmara baixa”, o “Congresso dos Deputados, e uma “câmara alta”, o “Senado”. O Congresso dos Deputados é formado por 350 membros eleitos por votação popular, em listas fechadas e através de representação proporcional mediante circunscrições provinciais, para servir em legislaturas de quatro anos. O sistema não é absolutamente proporcional, já que existe um número mínimo de assentos por circunscrição (3) e se usa um sistema proporcional levemente corrigido para favorecer as listas maioritárias (o Sistema d'Hondt). O Senado possui 259 membros, dos quais 208 são eleitos directamente mediante voto popular, por circunscrições provinciais, em cada uma das quais se elegem 4 senadores, seguindo um sistema majoritário (3 para a lista majoritária, 1 para a seguinte), exceto nas Ilhas Baleares e nas Ilhas Canárias, onde cada circunscrição é uma ilha. Os outros 51 são designados pelos órgãos regionais para servir, também, por períodos de quatro anos.

Na Espanha o sistema de votação é diferente de países como o Brasil: não se vota no candidato, mas sim no partido, que já tem listas provinciais pré-definidas. A medida que cada partido recebe seus votos, os integrantes da lista vão sendo eleitos.

[editar] Subdivisões

Desde a Constituição de 1978 que a Espanha está dividida em 17 Comunidades Autônomas e as duas cidades autónomas de Ceuta e Melilla, gozando estas de estatuto intermediário entre o município e a Comunidade. Das 17 comunidades autónomas, 4 delas (Galiza, País Basco, Andaluzia e Catalunha) possuem condição de "Nacionalidades Históricas" reconhecidas na constituição, juntamente com um "Estatuto de autonomia", o que reverte num maior poder e capacidade de decisão e soberania com respeito às outras comunidades. As Comunidades dividem-se ainda em cinquenta províncias.

Predefinição:Mapa das autonomias da Espanha

Eis uma lista das Comunidades e Cidades Autônomas:

Existem na Espanha diversos movimentos políticos de posição separatista, ligados a nacionalismos periféricos, como o nacionalismo basco, o nacionalismo galego, o nacionalismo catalão, que reclamam a independência da Espanha dos territórios em que são ativos. Estes movimentos acontecem na Catalunha, Galicia, Navarra e o País Vasco, onde existen partidos explicitamente separatistas como a “União do Povo Galego” (UPG), “Esquerra Republicana de Catalun2ya”, “Aralar”, o “Eusko Alkartasuna”, assim como os seguidores da chamada “abertzale” que não se desvinculam do ETA (sua última denominação formal é Batasuna, partido ilegalizado em Espanha pero legal em França). Por outro lado, partidos como o “Bloque Nacionalista Galego” (BNG), “Partido Nacionalista Vasco” (PNV) e “Convergencia i Unió” (CiU) oscilam entre posturas autonomistas e abertamente separatistas.

[editar] Geografia

alt=Ver artigo principal: Geografia da Espanha

A Espanha ocupa a maior parte da península Ibérica. Limita-se ao norte com o golfo de Biscaia, a nordeste com a França e Andorra, a leste e a sul com o mar Mediterrâneo, a oeste com Portugal e o oceano Atlântico. Mais da metade do país é constituída de planaltos, a chamada “Meseta Central”, onde está situada Castela e La Mancha (de onde é Dom Quixote) - possui altura média de 600 m, onde se destaca a Cordilheira Central. O clima é continental não interior, mediterrânico na costa leste, sul, ilhas Baleares, Ceuta e Melilla, e oceânico não norte. Os principais rios são: Tejo (Tajo), Ebro, Douro (Duero), Guadiana, Guadalquivir e Minho (Minho). Tem uma extensão de 504.645 km², sendo o quarto país más extenso do continente, atrás de Rússia, Ucrânia e França (Cazaquistão e Turquia são maiores que a Espanha, porém aqui só se tem em conta a parte européia de seus territórios) com uma altitude média de 650 metros sobre o nível do mar, é o segundo país más montanhoso da Europa, atrás da Suíça. Sua população é de 46.063.511 habitantes, baseado nos dados do “Padrón municipal de 2008”.

[editar] Demografia

alt=Ver artigo principal: Demografia da Espanha

Os movimentos migratórios, tanto internos quanto externos, foram determinantes na composição demográfica moderna da Espanha. Entre o final do século XIX e início do século XX, houve uma significativa corrente imigratória da Espanha para países ibero-americanos. Entre os principais destinos estavam Cuba, Porto Rico, Argentina, Venezuela. A densidade populacional da Espanha é menor que a da maioria dos países europeus. As populações rurais estão se movendo para as cidades. Nos últimos anos a Espanha apresenta uma considerável diminuição na taxa de imigração neta, deixando de possuir a maior taxa de imigração de Europa (em 2005 de 1,5% anual somente superado na UE pelo Chipre) [4] na atualidade sua taxa de inmigração neta chega a 0,99%, ocupando a 15ª posição na União Européia.[5] além disso, o 9° país com maior porcentagem de imigrantes dentro da UE, por debajo de países como Luxemburgo, Irlanda, Áustria o Alemanha. [6]

Imagem:Demografía urbana de España.png
Principais áreas metropolitanas.

Em 2005 a Espanha recebeu 38,6% da migração para a União Européia, principalmente de cidadãos de origem latino-americano, de outros países de Europa Ocidental, de Europa Oriental e do Magreb. A população estrangeira na Espanha em 2007 cifrava-se em 4.144.166, um incremento de 11,1% em reação ao ano anterior. Este valor representa 9,3% dos 44.708.964 habitantes na Espanha. [7] A comunidade marroquina, com 563 mil residentes, é a mais numerosa, seguindo-se os equatorianos (461 mil), romenos (407 mil) e britânicos (274 mil).

A Espanha somente tem duas cidades que superam o milhão de habitantes: Madri e Barcelona. Mas na Espanha existem 24 áreas metropolitanas, das quais cinco superam, o milhão de habitantes: Madrid (5.952.153), Barcelona (4.481.559), Valência (1.671.189), Sevilha (1.341.844) e Málaga (1.100.082), e outra que se aproxima desta cifra: Bilbau (950.155).

[editar] Economia

alt=Ver artigo principal: Economia da Espanha

Espanha está entre os 15 países com maior PIB (nominal). Tradicionalmente, a Espanha sempre foi um país agrícola e ainda é um dos maiores produtores da Europa ocidental, mas desde meados da década de 1950 o crescimento industrial foi rápido e logo alcançou um maior peso que a agricultura na economia do país. Uma série de planos de desenvolvimento que começaram em 1964, ajudou a expandir a economia, mas nos últimos anos da década de 1970 começou um período de recessão económica a causa da subida dos preços do petróleo, e um aumento das importações com a chegada da democracia e a apertura de fronteiras. Posteriormente, aumentou o desenvolvimento das industrias do aço, construção de navios, têxteis e mineiras. Na actualidade, a terceirização da economia e da sociedade espanhola queda clara tanto no produto interno bruto (contribuição em 2005: 67%) como na taxa de emprego por sectores (65%). Os ingressos obtidos por o turismo permitem equilibrar a balança de gastos. Desde que Espanha se tornou membro de pleno direito na União Europeia, as políticas económicas evoluíram em função de esta grande organização supranacional (PAC, IFOP, ...).

A Espanha é a décima primeira Nação com maior produto interno bruto (segundo o Fundo Monetário Internacional 2007) atrás apenas dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Índia da Alemanha, do Reino Unido, da Rússia da França, do Brasil e da Itália. A economia da Espanha é a quinta economia mais forte da Europa com um PIB de mais de $ 1,400 trilhão. A Espanha também é um dos principais países exportadores de automóveis. Contam-se o calçado, construção naval, siderúrgica, as indústrias químicas e o têxtil. O cultivo é de 54%. Os principais produtos agrícolas são as uvas e as toranjas; a produção de vinho e de azeite tem muita importância, assim como a pesca, dizendo a Espanha que possui a maior frota pesqueira do mundo, e a indústria do turismo que tem uma responsabilidade considerável na economia espanhola.

[editar] Cultura

alt=Ver artigo principal: Cultura da Espanha

[editar] Religião

O artigo 16.3 da Constituição Espanhola vigente define o país como um Estado sem confissão: "Nenhuma confissão terá carácter estatal". Porém, é garantida a liberdade religiosa e de culto dos indivíduos e é assegurada uma relação de cooperação entre os poderes públicos e todas as confissões religiosas. O catolicismo é a religião predominante no país. a igreja Católica é a única mencionada expressamente na Constituição, no mesmo artigo 16.3: "... e manterão as conseguintes religiões de cooperação com a Igreja Católica e as demais confissões". 77,3% dos espanhóis se consideravam católicos, segundo um estudo do Centro de Investigações Sociológicas realizado em 2007. Seguindo a os católicos, o ateísmo e o agnosticismo supõe 18,9% e outras religiões minoritárias 1,7%. [8] não obstante, o porcentagem de praticantes é muito menor. Segundo o mesmo estudo, somente 18,5% vai a missa de forma regular: 2,3 vão à missa varias vezes na semana, e 16,2% nos domingos e dias festivos. Este grupo cumpre as disposições da própria Igreja Católica sobre fluência. Também existem 11,3% que vão alguma vez ao mês, o que indica o declive da religiosidade da população.

Em quanto a membros, a segunda religião em importância é a mulçumana. Calcula-se que há uns 800.000 fiéis, vindos fundamentalmente das recentes ondas de imigração. Há também um número crescente de igrejas protestantes, que somam cerca de 400.000 fiéis (a estatística própria dos protestantes em Espanha indica 1.200.000, dos quais 400.000 são espanhóis e o resto são estrangeiros que residem na Espanha durante pelo menos seis meses ao ano), [9]. Em terceiro lugar vêm os Testemunhas de Jeová com 103.784 fiéis e logo após, com cerca de 20.000 fiéis, o mormonismo. A comunidade judia na Espanha não supera os 15.000 fiéis.

[editar] Feriados

1 de Janeiro Ano Novo Año Nuevo -
6 de Janeiro Epifania Epifanía Festa dos Reis Magos
19 de Março São José San José Exceto em Andaluzia, Baleares, Canárias, Catalunha e La Rioja
festa móvel Quinta-Feira Santa Jueves Santo Exceto em Catalunha e Valência
festa móvel Sexta-Feira Santa Viernes Santo -
1 de Maio Dia do Trabalho Día del Trabajo -
25 de Julho Apóstolo Santiago Santiago Apóstol Exceto em Andaluzia, Catalunha, Ceuta, Melilla e Navarra.
15 de Agosto Assunção Asunción -
12 de Outubro Dia da Hispanidade
Festa da Virgem do Pilar
Día de la Hispanidad
Virgen del Pilar
Festa Nacional e Dia das "Forças Armadas"
1 de Novembro Dia de Todos-os-Santos Día de Todos los Santos -
6 de Dezembro Dia da Constituição Día de la Constitución -
8 de Dezembro Imaculada Conceição Inmaculada Concepción-
25 de Dezembro Natal Navidad -

[editar] Esportes

O esporte na Espanha é dominado, principalmente, pelo futebol (desde o século XX), o basquete, o ciclismo, o ténis, o andebol, e pelos desportos de motor, principalmente o Motociclismo. A partir dos Jogos Olímpicos de 1992, disputados na cidade de Barcelona, o país entrou na elite mundial em diversos esportes. A Espanha celebra anualmente no verão a “Volta à Espanha em bicicleta” (La Vuelta), que junto ao ‘‘Giro d’Italia’’ e o Tour de France, é uma das três competições ciclísticas mais importantes da Europa.

[editar] Tauromaquia

Plaza de toros de Málaga.
Plaza de toros de Málaga.

Na Espanha se conserva a tradição de realizar diversos espectáculos taurinos, tais como os "encierros" (corridas nas quais as pessoas correm junto aos touros pelas ruas) e as "corridas de toros" (touradas), que fazem parte da identidade de numerosas festas populares. As "plazas de toros" com maior transcendência na temporada taurina são a de "Las Ventas" em Madrid, a Plaza Monumental em Pamplona, a Plaza de la Maestranza em Sevilha e a Plaza de Valência.

[editar] Meios de comunicação

La televisão é o principal meio de comunicação do país, com seis emissoras nacionais e varias de caráter autonômico. As principais emissoras do país são a La 1, La 2, Antena 3, Cuatro, Telecinco e La Sexta. A imprensa está concentrada principalmente em dois consórcios jornalísticos cujos principais periódicos de circulação nacional são El País e El Mundo, além do ABC, La Razón e La Vanguardia. Na imprensa esportiva destacam o Marca e As.

Referências

  1. IMF (2007). Página visitada em World Economic Outlook Database, April 2008.
  2. Titulo preliminar
  3. http://www.opais.com/articulo/cultura/Hallado/Cadiz/muro/3000/anos/opepucul/20070930opepicul_7/Tes/ Sobre inscrição encontrada em Cádiz
  4. Eurostat: População na Europa - 2005, População na Europa - 2004 (disponível em francês, inglês e alemão)
  5. [ http://indexmundi.com/g/r.aspx?v=27&l=es Index Mundi: Taxa de imigração neta, comparação países]
  6. "International Migration 2006", United Nations, Department of Economic and Social Affairs, Population Division. United Nattions Publications, No. E.06.XIII.6, March 2006.
  7. "Mais de 80 mil portugueses vivem em Espanha" - diáriodigital (visitado em 27-7-2008)
  8. Barômetro do CIS. Abril 2007
  9. Federação de Entidades Religiosas Evangélicas da Espanha - FEREDE

[editar] Ligações externas

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