Martiniano Ferreira Botelho
De Wikilusa, a enciclopédia de Portugal
| Martiniano José Ferreira Botelho | |
| Martiniano José Ferreira Botelho. | |
| Nascimento | 13 de Janeiro de 1853 Vila Pouca de Aguiar |
|---|---|
| Falecimento | 26 de Outubro de 1939 Soutelo de Aguiar |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | médico e farmacêutico |
Martiniano José Ferreira Botelho (13 de Janeiro de 1853 — 26 de Outubro de 1939) foi um médico, farmacêutico e político português, senhor da Casa do Condado dos Ferreira Botelho, onde nasceu, em Vila Pouca de Aguiar. [1]
Filho de Bernardino da Conceição Martins Ferreira e Maria Joaquina Ferreira Botelho, casou com a filha do Cirurgião-mor, Maria do Carmo, sua primeira mulher. Desse casamento nasceram duas filhas, Idalina Ferreira Botelho e Ernestina Ferreira Botelho. Enviuvou voltando a casar com Maria de Jesus Lameirão, de quem teve cinco filhos.
Defendeu a tese de Doutoramento na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, sobre as águas de Vidago: "Breve estudo sobre as águas alcalino-gazósas das Pedras Salgadas" [2]
Foi presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, reconhecido benemérito e Republicano convicto. Foi director do Jornal "O Aguiarense". A Câmara de Vila Pouca de Aguiar consagrou uma rua urbana com o seu nome.
Índice |
[editar] Sinopse de uma vida
Martiniano Ferreira Botelho, para além de exercer medicina, principalmente no Hospital de Vila Real distinguiu-se também como político. Tomou posse como presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar por 5 vezes no conturbado período de finais do séc. IXX e inicio do século XX em 1884, 1896, 1901, 1918-1918 e 1926-1933. No mandato de 2 de Janeiro de 1918 até 7 de Agosto de de 1918, pediu exoneração do cargo por doença, voltando a tomar posse, como presidente, em 24 de Julho de 1926 até 22 de Agosto de 1933. Martiniano Ferreira Botelho, faleceu em Soutelo de Aguiar aos 86 anos e encontra-se sepultado no jazigo que ele próprio mandou construir, no cemitério de local.[3]
[editar] O benemérito
Do título Ferreiras Botelho e do seu altruísmo, destaca-se entre outras, a doação à população dos terrenos para a actual Praça ou (mercado) bem como do matadouro municipal e mina de água. O seu carácter humanista revelou-se por consultar gratuitamente os pacientes mais carenciados. Da casa grande de Soutelo de Aguiar onde também viveu exerceu Farmacologia. Martiniano Ferreira Botelho é avô paterno de Carlos Botelho
[editar] A personalidade
Teve uma vida dedicada ao associativismo cultural e humanitário. "De temperamento instável mas com grande sentido de liderança, relacionou-se com as grandes figuras culturais e políticas da época, por vezes travando grandes polémicas. Intimo do padre Raphael Rodrigues, figura com quem organizou actividades que fizeram história".
| | — Assinatura Martiniano Botelho
|
[editar] A Casa do Condado
A antiga Casa do Condado, que poderá ter estado na origem da vila aguiarense, onde nasceu e cresceu Martiniano Ferreira Botelho é símbolo do berço na sede de concelho, foi transformada em Museu Municipal, é património cultural, e desenvolve actividade educativa, museológica e etnográfica. É um dos ex-líbris arquitectónicos da sede de concelho, que foi requalificado, mantendo a face original e apto com equipamentos de vanguarda, abre as suas portas, para mostrar, em grande parte, a história do município de Vila Pouca de Aguiar. O Museu Municipal de Vila Pouca de Aguiar integra a Rede de Turismo Cultural Galaico – Portuguesa. O Museu Municipal de Vila Pouca de Aguiar está situado no centro da Vila, é hoje um Equipamento cultural de referência (inaugurado a 14 de Abril de 2007). A visita ao Museu Municipal é indispensável, para quem quer conhecer a história local.
[editar] Salas temáticas
- Calcolítico/Idade do Bronze;
- O Tesouro do Reguengo e Alvão;
- Idade Média;
- Mineração: do Império Romano à Idade Contemporânea;
- Ruralidade e a Etnografia.
[editar] Missão
O Museu tem como missão a valorização e divulgação dos bens culturais do concelho através de um programa expositivo dinâmico, de carácter pedagógico, que permita o envolvimento da comunidade.
Pretende-se ainda que seja um espaço privilegiado de criação e difusão de novas tendências artísticas, através do acolhimento de exposições temporárias e itinerantes.[4]
[editar] Presidentes entre 1900 a 1974
O Município de Vila Pouca de Aguiar, em Junho de 2009, promoveu em homenagem retrospectiva, uma exposição foto-documental "Presidentes entre 1900 e 1974" nas instalações da Biblioteca Municipal, com particular relevo sobre a sua obra nos "conturbados anos do inicio do "século XX" como referiu o presidente em exercício Domingos Dias. Dos filhos sobrevivos de Martiniano, conta-se Albino Ângelo Botelho e Palmira Botelho a residirem em Chaves e Seixo respectivamente. O evento foi assinalado com a presença de muitos convidados e Banda musical para gáudio dos presentes.[5]
Referências
- ↑ In Roteiros de Chaves, edição do GCAF Grupo Cultural Aquae Flaviae, coordenação Julio Montalvão Machado e Maria Isabel Viçoso, 1998. ISBN 972-98137-0-1
- ↑ Tít. capa: Breve estudo sobre as águas alcalino-gazosas das Pedras Salgadas.- 3a série, no 56; Impressão: Typ. Mattos Moreira, 1879.
- ↑ In III volume do Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura. Editora Cidade Berço.
- ↑ Diário da República APÊNDICE N.o 30—II SÉRIE—N.o 64—30 de Março de 2006 - Aviso n.o 915/2006 (2.a série) — AP.—
- ↑ Notícia no Sitio da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar




