Santa Maria Maior (Chaves)

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Santa Maria Maior
Torre de Menagem - Castelo de Chaves
Gentílico Flaviense
Concelho Chaves
Área 4,15 km²
População 12 260 hab. (2001)
Densidade 2 954,2 hab./km²
Freguesias de Portugal

Santa Maria Maior é uma freguesia portuguesa do concelho de Chaves, com 4,15 km² de área e 12 260 habitantes (2001). Densidade: 2 954,2 hab/km². A freguesia de Santa Maria Maior, por ser o berço da cidade de Chaves, está repleta de história e monumentos, que assinalam a riqueza das vivências de outrora naquela que hoje é a urbe flaviense, que recebeu foral de D. Manuel I em 1524. Chaves tem nas suas Termas aquele que é o principal produto turístico da região. Foram essas virtudes das águas e a sua salubridade que, reconhecidas em 78 d.C, por Flávio Vespasiano, levaram a que esta terra fosse baptizada por aquele imperador com o nome de Aquae Flaviae. Apesar de ter como destino as jazidas auríferas da Serra da Padrela, o imperador estabeleceu uma boa parte da Sétima Legião em Chaves, a fim de vigiar toda a região relacionada com a via militar de Braga a Astorga. Começou nesta altura a consagração da urbe flaviense como um importante ponto estratégico de entrada em Portugal.

A maior prova disso consistiu na construção da ponte sobre o Tâmega, entre os anos 98 e 104, quando em Roma imperava Trajano. Com cerca de 150 metros de comprido e dezasseis arcos, a sua robustez e solidez representam bem a importância que Chaves já tinha naquela altura, mercê da sua posição estratégica. Mas, a evolução da urbe foi várias vezes travada ao longo da história. As guerras entre os príncipes suevos Frumário e Remismundo devastaram a povoação. Já no domínio visigótico, foi ocupada pelos muçulmanos até ser reconquistada mais tarde, já por monarcas portugueses. Os dissabores não tinham porém terminado.

As ocupações leonesas e castelhanas, durante a Idade Média, fizeram com que a urbe ficasse praticamente abandonada, até meados do século XIII, por altura da concessão do foral de 1258, por D. Afonso III.

Foi nesta altura que se iniciou a restauração de Chaves e de que resultou uma vila extraordinariamente bem concebida, As muralhas que a abraçavam, de uma regularidade admirável, estão hoje na sua maioria encobertas mas repletas de histórias para contar. As ruas cruzavam-se em ângulo recto num sistema viário octogonal. Junto à alcáçova do castelo e à torre de menagem, a igreja matriz e o largo que a envolvia eram o centro social mais importante, como era habitual nas vilas medievais. Entre a área sudeste do castelo e rio, existia um amplo espaço livre que mais tarde viria a ser ocupado pelo Arrabalde.

Em 1350, D. Afonso IV atribuiu a Chaves um novo foral. Nesta altura a vila pertencia à coroa, razão pela qual o seu alcaide obrigou o Mestre de Avis a vir conquistar o castelo pela força das suas armas. Graças ao seu importante papel neste processo, a vila foi doada a Nuno Álvares Pereira, que a incluiu no dote de casamento de sua filha Beatriz, com D. Afonso, filho de D. João e primeiro duque de Bragança.

Assim se consolidou finalmente a importância estratégica de Chaves, importância essa que já lhe tinha sido reconhecida pelos Romanos. Em finais da Idade Média, a urbe flaviense era a mais populosa de Trás-os-Montes.

[editar] Património








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